Por muito tempo, o laser ocupou o lugar de tecnologia “premium” dentro da estética. Era visto como um diferencial, um recurso reservado a momentos específicos ou tratamentos pontuais, mas esse cenário mudou.
O paciente mudou, o comportamento mudou, e a prática médica também precisou evoluir. Na estética contemporânea, a mudança mais relevante não está nas técnicas isoladas, mas na forma como o cuidado é planejado ao longo do tempo.
Durante décadas, o anti-aging esteve associado à correção de sinais visíveis do
envelhecimento. Rugas, manchas e flacidez eram tratados como eventos isolados, muitas vezes quando já estavam estabelecidos
Na estética contemporânea, a pele deixou de ser tratada como uma superfície passiva. Hoje, ela é compreendida como um sistema biológico vivo, inteligente e responsivo, capaz de se regenerar e otimizar suas funções quando corretamente estimulado.
À medida que a estética clínica evoluiu, se tornou evidente que o wellness não poderia mais ser tratado como um elemento restrito ao spa e desconectado dos protocolos médicos. Hoje, entendemos que o wellness ocupa um papel estratégico dentro da estética clínica, impulsionado pelo comportamento dos pacientes e pela ampliação do próprio conceito de saúde.
Algumas vezes, ao pensar em “autocuidado” logo associamos à ideia de desacelerar, parar, tirar um longo período para si, mas esse conceito não condiz mais com a realidade de quem vive em um estilo de vida acelerado, com agenda cheia e demandas constantes.